Alcolumbre articula apoio no Senado para acabar com escala 6×1
O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), trabalha para conseguir votos no Senado Federal para aprovar um projeto que elimina a escala de trabalho 6×1. Aliados próximos afirmam que a proposta tem boas chances de ser aprovada e conta com o respaldo de parlamentares de direita, como o senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos).
A pauta, que tem impacto social significativo, ganhou força após passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado com ampla aprovação. Contudo, o tema enfrenta resistência de lideranças ligadas ao setor produtivo e empresarial.
Debate em Mato Grosso e resistência de Mauro Mendes
O tema já movimenta a política em Mato Grosso com a chegada dos novos senadores. O recém-eleito senador pelo estado, Mauro Mendes (União), declarou ser contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Segundo ele, mudanças profundas nas leis trabalhistas precisam de cuidado e detalhe, sugerindo que o foco deveria ser a flexibilização e a competitividade, destacando exemplos internacionais de jornadas de trabalho.
Acordo político e a disputa presidencial
Davi Alcolumbre firmou compromisso de levar a pauta ao plenário após negociações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente aposta que a aprovação da medida trabalhista será um diferencial para seu governo, especialmente contra a oposição liderada por Flávio Bolsonaro, que é contrário ao fim da escala.
Por outro lado, a oposição acredita que o impacto eleitoral dessa decisão já foi calculado e que novas regras trabalhistas devem valorizar a negociação direta entre empregadores e empregados.
Implicações para o Senado
A movimentação de Alcolumbre também afeta a competição pela presidência do Senado. Aliados de Flávio Bolsonaro apoiam Rogério Marinho para o cargo, o que pode dificultar a permanência de Alcolumbre.
A pauta de fim da escala 6×1 se consolida como um tema delicado na Câmara, envolvendo acordos governistas, o Centrão e a bancada mato-grossense e nacional, refletindo as tensões políticas atuais.

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