Banco Central prevê 90% de chance da inflação ultrapassar limite em 2026
O Banco Central aumentou para 90% a probabilidade de que a inflação ultrapasse o limite máximo da meta definida para 2026. Essa previsão indica um agravamento da situação inflacionária, mesmo com a política monetária mantendo uma postura restritiva.
A meta para este ano é de 3%, com uma margem de tolerância de até 4,5% para cima.
De acordo com o diretor de Política Econômica do Banco Central, Paulo Picchetti, apesar do índice de inflação ter ficado abaixo do esperado no último trimestre encerrado em agosto, as projeções indicam que a inflação acumulada em 12 meses deve ultrapassar novamente o limite superior da meta.
Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,22% em 12 meses, com uma queda mensal de 0,32%. O Ministério da Fazenda também ajustou suas previsões para a inflação no final de 2026, projetando 4,9%, que está acima do teto da meta.
Mesmo diante deste cenário, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vem agindo de forma cautelosa. A taxa básica de juros, a Selic, foi reduzida nas últimas reuniões, porém permanece elevada, em 13,75% ao ano, para controlar a demanda e ajudar a inflação a se aproximar da meta.
No relatório mais recente, lançado na terça-feira, 22 de setembro, o Banco Central destacou que o ambiente econômico ainda apresenta muitas incertezas, tanto no Brasil quanto no exterior.
Entre os riscos mencionados estão a situação das contas públicas, o desempenho da atividade econômica e fatores globais como tensões geopolíticas e a instabilidade nos preços das commodities.

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