Bolsa sobe com resultados das eleições nos EUA e espera pela decisão da Selic
O Ibovespa registrou alta nesta quarta-feira (4/11), terminando o pregão em 167.525,80 pontos, o que representa um crescimento de 1,21% em relação ao fechamento de terça-feira.
O avanço ocorreu pouco depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, nas quais o partido democrata conquistou a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes, reduzindo a influência do ex-presidente Donald Trump.
Outro fator que chamou a atenção do mercado foi a reunião do Comitê de Políticas Monetárias (Copom) do Banco Central, que deve manter a taxa básica de juros em 13,75%. Essa decisão pode encerrar uma sequência de cinco cortes consecutivos de 0,25%, especialmente após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
O dólar comercial iniciou o dia em queda, cotado a R$ 5,45 às 9h, influenciado pela vitória do partido democrata nos EUA. Por volta das 11h, a moeda se estabilizou em R$ 5,47, e no fechamento do mercado a cotação estava em R$ 5,45, representando uma redução de 0,64% no dia.
Na terça-feira, a bolsa brasileira atingiu o menor ponto do ano, com 165.528,92 pontos, refletindo apreensão do mercado em relação à política fiscal do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
As incertezas quanto à política econômica continuam, pois há rumores sobre a possível manutenção da taxa de juros em níveis elevados.
O economista André Lara Resende, conhecido como um dos idealizadores do Plano Real, publicou um artigo em setembro no qual sugere que a redução da taxa de juros para 7,5% ao longo de 12 meses ajudaria a baixar a inflação, desde que acompanhada por metas fiscais claras e o uso das reservas internacionais do país. Ele critica a atual postura do Banco Central, responsabilizando a taxa elevada de juros pelo desequilíbrio fiscal.
Recentemente, o jornalista Lauro Jardim noticiou que Lula teria uma reunião com André Lara Resende. No entanto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou qualquer discussão sobre congelamento da taxa de juros e afirmou que não há encontros agendados entre a equipe econômica e o economista.

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