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Brasil

Brasil prepara defesa contra interferência dos EUA nas eleições de 2026

Redação BDN
Redação BDN

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O governo brasileiro está montando uma estratégia para proteger as eleições presidenciais de 2026 de possíveis interferências externas, especialmente do governo de Donald Trump. A informação foi divulgada pelo jornal norte-americano The New York Times.

De acordo com a reportagem, o Brasil está criando uma barreira para assegurar a integridade do processo eleitoral diante do receio de que os Estados Unidos possam tentar influenciar o pleito, reproduzindo ações já vistas em outros países da América Latina.

Segundo o jornal, Donald Trump não manifestou apoio aberto a nenhum candidato, mas teria impulsionado indiretamente a campanha do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL).

Dentre as medidas adotadas pelo governo brasileiro, estão o monitoramento de ações de lobby estrangeiro, acompanhamento de campanhas com informações falsas nas redes sociais, combate a acusações infundadas de fraude eleitoral e a colaboração com outras nações para uma resposta conjunta após a apuração dos votos.

O jornal informou ainda que missões diplomáticas da União Europeia, Canadá, Japão, Austrália e outros países estão em diálogo informal para definir estratégias de apoio à integridade do pleito brasileiro, independentemente do vencedor. Contudo, há preocupação em evitar um confronto direto com os Estados Unidos.

Além disso, as agências brasileiras de inteligência passaram a priorizar o combate à manipulação estrangeira nas redes sociais. Um exemplo relatado é a propagação, originada nos EUA, de publicações que citam mercados de apostas, como o Polymarket, favorecendo a candidatura de Flávio Bolsonaro, cenário que diverge das pesquisas eleitorais oficiais.

O governo dos Estados Unidos negou as acusações brasileiras de tentativa de interferência, mesmo após ter tentado enviar uma delegação para analisar a integridade eleitoral do Brasil.

Autoridades brasileiras destacaram que a ajuda americana a Flávio Bolsonaro poderia incluir medidas para prejudicar a imagem do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). No ano anterior, Trump utilizou sanções e ameaças de tarifas para tentar beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, que acabou condenado por alegações falsas sobre fraude eleitoral.

Para fortalecer a confiança no processo eleitoral, o governo lançou uma campanha que inclui um mascote, visando garantir a credibilidade entre eleitores, diplomatas e observadores internacionais.

O jornal destaca que uma possível vitória de Flávio Bolsonaro reforçaria a influência de Donald Trump na América Latina, especialmente junto a aliados conservadores. Além disso, caso Flávio Bolsonaro seja derrotado, há indicativos de que ele possa acusar o pleito de fraude, seguindo o exemplo do ex-presidente americano.

A reportagem contou com entrevistas de diversas autoridades brasileiras, agentes eleitorais, policiais, membros da inteligência e diplomatas estrangeiros para compor a matéria.

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