Caminhoneiros fazem paralisação em pontos do país com pouco impacto
Na segunda-feira (13/7), os caminhoneiros iniciaram paralisações pontuais em diferentes regiões do Brasil, como o Porto de Santos (SP), Itajaí (SC), Porto de Suape (PE) e a BR-040 em Luziânia (Goiás). Apesar das manifestações, a movimentação não causou grandes transtornos para a população, e os serviços continuaram funcionando normalmente.
Em Santos, uma das áreas de acesso ao porto foi bloqueada temporariamente, porém o local, considerado o maior porto do hemisfério sul, segue operando normalmente. A assessoria do porto informou que houve uma parada breve e controlada de uma carreta, permitindo o trânsito quando necessário.
O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira orientou os manifestantes a realizarem atos pacíficos e ordeiros, proibindo qualquer forma de violência ou dano ao patrimônio.
Os caminhoneiros cobram do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a votação da Medida Provisória nº 1.343, conhecida como MP do Frete, que altera as regras sobre o piso mínimo do frete e contempla outras demandas da categoria. Entre os principais pontos da MP está o estabelecimento de um piso salarial nacional para trabalhadores do transporte de cargas no valor de R$ 5 mil, além do reforço nos mecanismos de fiscalização.
Na noite de domingo (12/7), Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automores (Abrava), anunciou a paralisação nos portos a partir da meia-noite. A MP precisa ser votada até quinta-feira (16/7), sob risco de perder a validade.
O deputado federal Zé Trovão (PL-SC), conhecido por liderar a greve de caminhoneiros em 2018, destacou que a MP já foi aprovada na Câmara e aguarda votação no Senado desde o dia 1º de julho. Ele defende que a votação ocorra o quanto antes para evitar uma mobilização maior da categoria.
Se a MP não for votada e caducar, há possibilidade de ampliação da paralisação para todo o país, organizada pelos próprios caminhoneiros por meio de redes sociais e grupos de comunicação.

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