Campanhas de Lula e Flávio trocam desafios sobre sigilos antes do segundo turno
A três dias da votação do segundo turno, as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) iniciaram uma disputa pública relacionada à divulgação de sigilos bancários e telefônicos.
Na última quinta-feira (22/10), Lula deve oficializar junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a autorização para a liberação de seus dados pessoais.
A troca começou no domingo (18/10), durante o primeiro debate presidencial do segundo turno, quando Lula se comprometeu a abrir seus sigilos e os de sua família, caso Flávio Bolsonaro fizesse o mesmo. Na terça-feira (20/10), o presidente deu o primeiro passo formalizando sua autorização na Justiça Eleitoral.
Em resposta, na quarta-feira (21/10), Flávio Bolsonaro estipulou 19 condições para participar, incluindo a abertura das contas do Instituto Lula, do cartão corporativo da primeira-dama Janja, e de registros de visitas dos filhos do presidente ao Palácio do Alvorada.
Durante um evento em São Paulo, Flávio afirmou: “Eu não só vou aceitar o desafio como levarei até as últimas consequências. Você [Lula] não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. Quem abria as portas para o Lulinha, filho dele, fazer negócios nos ministérios é esse Marcola”.
No mesmo dia, a equipe de reeleição de Lula informou que ele aceita as condições propostas, desde que Flávio também cumpra as exigências feitas pelo presidente. Segundo o representante da campanha, Camilo Santana, a resposta oficial será enviada ao TSE nesta quinta-feira (22/10) às 11h.
As condições incluem a autorização para quebra de sigilo de assessores diretos do presidente, a divulgação das contas bancárias e fiscais de familiares, além de informações sobre despesas e agendas oficiais da Presidência e da primeira-dama.
Além disso, a campanha espera esclarecimentos públicos sobre contatos entre a gestão federal e a lobista Roberta Luchsinger, bem como registros de visitas e deslocamentos oficiais, incluindo a quebra de sigilo de um sindicalista ligado ao presidente.

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