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Brasil

Carta de Flávio Bolsonaro após deixar Brasil é divulgada

Redação BDN
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2 min de leitura
Foto: Joe Raedle/Getty Images

Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro, chegou aos Estados Unidos nesta quarta-feira (28/10), depois de sair do Brasil pela fronteira com a Argentina. Ele divulgou uma carta na qual se apresenta como o presidente eleito do país e anuncia a liderança da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na carta, o senador acusa autoridades brasileiras de perseguição política e alega, sem apresentar provas, que as eleições foram fraudulentas. Ele agradece o presidente Donald Trump e o presidente Javier Milei pela acolhida e pelo apoio.

Flávio Bolsonaro relata que sofreu uma fraude eleitoral que o impossibilitou de ser eleito. Ele critica decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmando que houve prorrogação ilegal do horário de votação e desigualdade nas regras para os eleitores.

O senador também denuncia abuso de poder político e econômico durante a campanha, denunciando o uso da máquina pública para favorecer a reeleição da chapa Lula-Alckmin, o que, segundo ele, justifica a cassação da chapa.

Flávio Bolsonaro afirma que enfrenta uma perseguição política e que a Justiça brasileira foi usada contra ele com arbitrariedades. Ele ressalta que não há mandado de prisão contra ele e que sua saída do país foi para garantir a segurança de sua família e a continuidade da luta política pela liberdade.

No texto, ele traça paralelos com líderes históricos que também tiveram que lutar pela liberdade de seus países no exílio. Ressalta que sua luta é pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil, convocando seus apoiadores a não desistirem e prometendo liderar a oposição a partir do exterior.

Flávio Bolsonaro conclui pedindo à comunidade internacional que não normalizem a situação política brasileira, que é marcada por perseguições e desequilíbrio entre os poderes. Ele se compromete a apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição e impedir o que chama de regime ditatorial no Brasil.

Segundo o senador, apesar de estar fora do Brasil, sua luta não termina até que o país volte a ser livre.

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