Casas Bahia pede recuperação judicial por dívidas de R$ 17,3 bilhões
O grupo Casas Bahia anunciou o pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, após confirmar o fechamento de lojas e um prejuízo de R$ 10 bilhões no segundo trimestre, valor 18 vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior.
A empresa busca negociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas para garantir a continuidade das suas operações. A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador do grupo.
O pedido foi registrado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em casos de falências e recuperações judiciais. Em comunicado, a empresa declarou que a medida é necessária diante do cenário de liquidez restrita, e representa um passo importante para a reestruturação financeira, visando preservar as atividades, proteger o valor futuro e encontrar uma solução organizada para suas obrigações.
Entre os principais desafios enfrentados pelo grupo estão as altas taxas de juros, restrição de crédito, aumento dos custos financeiros e a pressão sobre o consumo e o capital de giro.
Além das Casas Bahia, outras empresas do grupo também entraram com pedido de recuperação judicial, incluindo ASAP Log – Logística e Soluções Ltda., CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda., Globex Administração e Serviços Ltda., Cnova Comércio Eletrônico, Integra Soluções para Varejo Digital Ltda., Casas Bahia Tecnologia Ltda. e Indústria de Móveis Bartira Ltda.
Esta não é a primeira vez que as Casas Bahia recorrem à recuperação judicial. Em 2024, a companhia realizou uma recuperação extrajudicial ao renegociar aproximadamente R$ 4,1 bilhões em dívidas com diversas instituições financeiras.

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