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Brasil

Conheça a mãe do menino morto pelo pai missionário por não dizer bom dia

Redação BDN
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2 min de leitura
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Mayanna Angelina Rodgers é a mãe do menino de 3 anos que morreu após ser agredido pelo pai por não dizer “bom dia”. A família morava na zona rural de Águas Claras, em Viamão (RS). Mayanna e seu marido, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, recebiam doações de membros da igreja local.

Ambos estão presos depois que o filho faleceu, vítima das agressões cometidas pelo pai, no domingo (5/7).

Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Mayanna morava nos Estados Unidos com Dandre Grayson. Além do menino falecido, Mayanna tem outros quatro filhos com o marido, com idades entre 1 e 9 anos.

A investigação aponta que a família mudou-se para o Brasil há cerca de 9 anos, passando por vários estados, como Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul, onde viviam há aproximadamente sete meses.

De acordo com a delegada Luana Medeiros, responsável pela investigação, a família enfrentava dificuldades financeiras e dependia da ajuda da comunidade religiosa. Dandre se apresentava como missionário da Igreja Evangélica, mas a igreja está sob investigação.

O histórico da família mostra registros policiais e atendimentos de conselhos tutelares em SC e SP, destacando o uso da violência como forma de punição.

Em depoimento, o pai confessou que as agressões foram motivadas porque o garoto não lhe deu bom dia. Ele relatou ter desferido socos e batido a cabeça da criança contra o chão.

Após o ataque, o próprio agressor levou o menino ao hospital de Viamão. Devido aos ferimentos graves, a equipe médica acionou a polícia e o pai foi preso em flagrante. A criança foi transferida para Porto Alegre, mas faleceu no dia seguinte (6/7).

Durante audiência de custódia, o flagrante do pai foi convertido em prisão preventiva.

Um comunicado oficial ressaltou que a criança era vítima de violência doméstica em diversas formas e ressaltou a necessidade de apuração cuidadosa e técnica do caso. Por respeito à memória do menino Oliver, de 3 anos, não serão divulgadas mais informações.

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