Coreia do Sul muda regra do serviço militar após ouro no futebol
A Coreia do Sul conquistou o ouro no futebol dos Jogos Asiáticos de 2026, um feito que trouxe à tona discussões importantes no país. A medalha levantada na sexta-feira, 2 de outubro, gerou uma reação do ministro do Esporte, Hwi-young Choi, após críticas à comemoração dos jogadores, considerada por muitos como exagerada.
Essa celebração ganhou destaque porque, no país, atletas que conquistam grandes títulos, como um ouro nos Jogos Asiáticos, podem ser dispensados do serviço militar obrigatório, uma exigência para os homens entre 18 e 28 anos, que dura de 18 a 21 meses. Todos os atletas que alcançam um nível elevado no esporte recebem essa isenção, um benefício que agora está sendo revisado.
Entre as polêmicas, a atitude do zagueiro Gi-hyuk Lee, do Gangwon FC, chamou a atenção. Ele celebrou abertamente a isenção do serviço militar e depois pediu desculpas a quem está cumprindo essa obrigação e aos torcedores que apoiaram a equipe.
Questionado sobre a situação, Hwi-young Choi admitiu que as ações dos jogadores foram inadequadas, mas defendeu a importância do benefício para atletas de destaque. O ministro anunciou a possibilidade de reavaliar as regras e ajustar os benefícios concedidos para estabelecer maior equilíbrio.
O deputado do partido Democrata, Kye-won Cho, ressaltou que o sistema favorece principalmente esportes como futebol e beisebol, enquanto outras modalidades mais competitivas mundialmente não têm a mesma vantagem. Ele enfatizou a necessidade de uma revisão aprofundada para alinhar os benefícios aos valores de justiça e à percepção pública atual sobre o serviço militar.
Hwi-young Choi concordou que é preciso avaliar o sistema com cuidado para garantir que ele continue justo e equilibrado para todos os cidadãos.

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