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Brasil

Empresários do Brasil e EUA pedem mais tempo para negociação de tarifas

Redação BDN
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Foto: Reprodução/FGV

Empresários do Brasil e dos Estados Unidos estão pedindo um prazo maior para discutir as tarifas que podem ser aplicadas sobre produtos brasileiros. Eles querem evitar que novas taxas sejam implementadas sem um acordo entre os dois países.

Em uma carta enviada em 9 de julho, a Amcham, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a U. S. Chamber of Commerce defenderam a elaboração de um acordo de curto prazo para encerrar a investigação feita pelos Estados Unidos sob a Seção 301.

No Brasil, o documento foi entregue ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Nos EUA, a carta foi encaminhada ao representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, e ao secretário de Estado, Marco Rubio.

As entidades ressaltam que um acordo acordado é a melhor forma de fortalecer a competitividade e aumentar as oportunidades comerciais entre os dois países. Além disso, destacam que isso ajudará a evitar impactos negativos para empresas, trabalhadores e consumidores.

Como prioridade, o setor econômico sugere que as negociações ampliem o acesso a mercados para produtos industriais, bens de capital, infraestrutura ligada à inteligência artificial e data centers. Também pedem o fortalecimento da cooperação regulatória em áreas como automotiva, farmacêutica, saúde e equipamentos médicos.

A carta propõe ainda aumentar a cooperação em minerais críticos, acelerar a análise de patentes no Brasil, reforçar o combate à pirataria, prolongar a moratória da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre tarifas para transmissões eletrônicas e implementar completamente o Protocolo Anticorrupção do ATEC.

O pedido das entidades ocorre pouco depois de Jamieson Greer declarar que a decisão sobre a investigação comercial ao Brasil será anunciada em breve. Em entrevista à Fox Business, o chefe do Escritório do Representante Comercial dos EUA afirmou manter conversas constantes com o governo brasileiro, mas reconheceu que há grande distância nas negociações.

Na terça-feira (7/7), o USTR finalizou a fase de audiências públicas da investigação da Seção 301, que avalia práticas comerciais consideradas injustas do Brasil. O órgão sugeriu aplicar uma tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros.

A decisão final caberá ao presidente dos EUA, Donald Trump, e se aprovada, a sobretaxa deve começar a vigorar em 15 de julho.

Nos bastidores, autoridades brasileiras e norte-americanas admitem dificuldades para acertar um acordo. Enquanto o governo brasileiro afirma que Washington não esclareceu as concessões esperadas, negociadores dos EUA dizem que o Brasil tem mostrado pouca disposição para avançar antes do prazo final.

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