Famato reforça cuidados após vírus em pombos no Mato Grosso
A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) alerta sobre a importância de intensificar as medidas de proteção das aves após a confirmação da doença de Newcastle em Santa Catarina e a descoberta de um vírus em pombos de vida livre no Mato Grosso.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou três novos focos da doença em granjas comerciais de Santa Catarina. Além disso, o vírus foi identificado em pombos livres no município de Marema, estado de Santa Catarina. Mesmo assim, o consumo de carne e ovos que passam pela inspeção oficial permanece seguro.
Embora não haja ligação direta entre os casos, a presença do vírus em aves selvagens destaca a necessidade de impedir que pombos e outras aves silvestres tenham acesso a galpões, água, ração e equipamentos utilizados na criação. Em Mato Grosso, o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) publicou a Nota Técnica nº 00016/2026, que orienta produtores e veterinários a aumentar as ações de biossegurança em suas propriedades.
Entre as recomendações estão a revisão de telas, portas e outras barreiras para evitar a entrada de aves silvestres, a proteção de comedouros e bebedouros, além da limpeza regular das áreas externas para eliminar restos de comida que possam atrair pombos. O controle de pragas deve ser cuidadoso para não espalhar as aves para outras partes da propriedade.
A nota também indica a necessidade de intensificar a limpeza e desinfecção de veículos e equipamentos, usar roupas e calçados exclusivos nas áreas de criação, e limitar o acesso de pessoas e veículos ao necessário, anotando a entrada de todos.
O último registro da doença de Newcastle em Mato Grosso aconteceu em 2006. Mesmo assim, a vigilância deve ser contínua para garantir a saúde dos rebanhos e evitar prejuízos à produção.
Marcos Carvalho, assessor técnico da Famato, destaca a união dos produtores neste momento: “É fundamental intensificar os cuidados com a saúde das aves e reforçar os procedimentos de biossegurança. A prevenção e a comunicação rápida de suspeitas são essenciais para proteger nosso estado.”
Ele alerta para a importância de observar sinais como diarreia, torcicolo, secreção nasal, queda repentina na produção de ovos ou aumento da mortalidade. Em caso de suspeita, os produtores devem comunicar o Indea-MT imediatamente pelo sistema e-Sisbravet, pela unidade veterinária local, ou pelo telefone 0800 065 3015.

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