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Brasil

Flávio liga Jonas Suassuna a Lulinha em debate importante

Redação BDN
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Foto: Lula e Flávio no debate da GloboBuda Mendes/Getty Images

O senador Flávio Bolsonaro (PL) mencionou o empresário Jonas Suassuna, conhecido por ser proprietário de parte do sítio de Atibaia (SP), durante o debate com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exibido pela TV Globo na noite de sexta-feira (23/10). Flávio levantou dúvidas sobre a ligação entre Suassuna e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente.

No debate, Flávio citou uma procuração assinada por Lulinha, na qual ele indicava como endereço um apartamento de luxo em São Paulo. O senador explicou que o imóvel é relacionado a Suassuna, o mesmo empresário que tem participação no sítio de Atibaia, frequentemente visitado por Lula e sua família. Flávio afirmou: “O seu filho colocou como endereço um imóvel em São Paulo que pode valer até R$ 15 milhões. Ele disse que mora nesse imóvel. E sabe quem é o proprietário desse imóvel? Jonas Suassuna, coincidentemente, o mesmo dono do sítio de Atibaia”.

A procuração dava poderes a Lulinha e ao advogado Marco Aurélio de Carvalho para tratar de assuntos ligados ao sigilo bancário de Lulinha. Essa declaração foi feita no contexto de uma iniciativa do presidente de liberar seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, desafiando Flávio a fazer o mesmo.

Jonas Suassuna é empresário e foi parceiro de Lulinha na Gamecorp, empresa ligada a jogos eletrônicos e conteúdo digital. O nome dele também apareceu durante investigações da Operação Lava Jato devido à ligação com o sítio de Atibaia.

O sítio era registrado em nome de Jonas Suassuna e de Fernando Bittar, outro empresário ligado a Lulinha. Apesar de Lula não ser oficialmente dono do sítio, ele visita o local com a família. A Lava Jato investigou se Lula seria o verdadeiro beneficiário da propriedade e se empreiteiras custearam reformas no local em troca de vantagens em contratos com a Petrobras.

Em 2019, Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um processo relacionado ao sítio. No entanto, em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou essas condenações por questões de competência da Justiça Federal de Curitiba para julgar o caso.

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