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Brasil

Flávio minimiza importância de projeto que retira marcação de munições

Redação BDN
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Foto: Maria Laura Giuliani

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à presidência da República, classificou como “detalhezinho” a discussão sobre a retirada da marcação das munições usadas pelas forças de segurança.

A declaração foi dada na sexta-feira (16/10), durante sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo.

Ao ser questionado pela jornalista Renata Lo Prete sobre o apoio a um projeto que eliminaria a exigência dessa marcação, Flávio não detalhou como a alteração ajudaria a combater o crime organizado.

Em vez disso, defendeu o aumento das penas e investimentos em segurança pública. “Qualquer detalhezinho desse”, disse o senador. “Eu vou investir em tecnologia, eu vou investir em inteligência artificial”, completou.

Renata Lo Prete perguntou sobre os impactos da proposta nas investigações de crimes e na identificação de armas e munições desviadas para organizações criminosas.

O projeto, que é o PL 3.723/2019, foi apresentado pelo governo do então presidente Jair Bolsonaro e altera o Estatuto do Desarmamento, eliminando a obrigação de marcação das munições, inclusive as utilizadas pelas forças de segurança.

Essa identificação permite rastrear a origem dos cartuchos e verificar possíveis desvios de materiais adquiridos com recursos públicos.

Durante a sabatina, Flávio também defendeu medidas mais duras contra membros de facções criminosas e elogiou as mudanças feitas pelo Congresso na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada inicialmente pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “É a PEC da segurança pública que nós no Congresso Nacional melhoramos”, afirmou o candidato.

A votação da proposta no Senado estava prevista para quinta-feira (15/10), mas foi retirada de pauta pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após divergências entre governistas e oposição sobre a redução da maioridade penal.

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