Flávio prepara defesa e alega perseguição no Brasil
O senador Flávio Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, enfrenta três processos no Supremo Tribunal Federal (STF) e dedicará os próximos meses à elaboração de sua defesa. Diferentemente do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, ele contratou uma equipe de advogados para representá-lo, que trabalham contra o tempo para evitar novas decisões judiciais.
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na noite da última terça-feira, após informações desencontradas sobre seu paradeiro. Ele viajou acompanhado da esposa e das duas filhas, fazendo uma escala na Argentina e no Equador antes de chegar a Miami.
A saída ocorreu após o STF ordenar a entrega de seus passaportes, decisão assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito de investigações que envolvem o senador e o advogado Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro em um esquema relacionado a empresas de apostas.
A defesa de Flávio Bolsonaro pretende pedir asilo político ao governo de Donald Trump, alegando que ele é alvo de perseguição, ameaças e violações de direitos no Brasil. Além disso, trabalham para que o processo sobre lavagem de dinheiro seja retirado da relatoria do ministro Alexandre de Moraes e encaminhado ao ministro André Mendonça.
O senador responde a três investigações distintas: suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, uma acusação de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e indícios de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Em julho, ele passou a ser investigado em um inquérito que apura pagamentos feitos por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção do filme Dark Horse, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro. Este caso está sob responsabilidade do ministro André Mendonça.
Outra investigação trata de uma suposta calúnia contra o presidente Lula. Em janeiro deste ano, em uma publicação nas redes sociais, o senador acusou o chefe do Executivo de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Além disso, Flávio Bolsonaro é investigado por lavagem de dinheiro em conjunto com o advogado Willer Tomaz, por meio de plataformas de apostas.
Nos Estados Unidos, o senador se encontrou com Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, ambos condenados pelo STF e residentes no país. Eduardo Bolsonaro foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto por coação no curso do processo, tendo sua defesa realizada pela Defensoria Pública da União.
Alexandre Ramagem recebeu uma condenação de 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão em regime fechado, além de perda de mandato parlamentar e do cargo de delegado da Polícia Federal, acusado de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Após a condenação, ele deixou o Brasil e estava foragido nos Estados Unidos. Em abril de 2026, Ramagem foi detido em Orlando, Flórida, por agentes do ICE devido a problemas migratórios, mas foi liberado posteriormente.

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