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Brasil

Flávio quer mais 2 horas para votação em cinco estados

Redação BDN
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Foto: Wagner Meier/Getty Images

A campanha do senador Flávio Bolsonaro solicitou neste domingo (25/10) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a extensão do horário de votação até as 19h em cidades de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Os pedidos foram apresentados em duas ações que têm como relator o presidente do TSE, ministro Nunes Marques.

Uma das ações abrange 17 municípios dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, enquanto a outra inclui cidades em Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A solicitação justifica-se devido às chuvas, alagamentos e falta de energia, que dificultaram o acesso dos eleitores às urnas.

A campanha também pediu que a divulgação dos resultados da eleição presidencial só tenha início após o término da votação nos locais beneficiados.

Segundo a defesa de Flávio Bolsonaro, os resultados das demais seções podem ser transmitidos normalmente, porém sua divulgação deve ser suspensa até o fim do horário adicional para os locais afetados.

Os advogados argumentam que permitir o voto apenas para eleitores já formados nas filas às 17h não resolve o problema daqueles que enfrentam dificuldades para chegar às seções de votação. Conforme as regras da Justiça Eleitoral, quem estiver na fila no horário tem direito assegurado de votar e recebe uma senha.

Em Minas Gerais, o pedido inclui a capital Belo Horizonte, Poços de Caldas e municípios da região metropolitana onde houve falta de energia. No Rio Grande do Sul, as cidades abrangidas são São Borja, Itaqui e Uruguaiana.

Para justificar a solicitação em Minas, a campanha citou dados preliminares da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) que indicam falta de energia em 163 locais de votação, além de alagamentos que impediram o acesso de eleitores, como ocorrido em frente à Faculdade Newton Paiva, em Belo Horizonte.

No Rio Grande do Sul, foi apresentado um aviso da Defesa Civil sobre risco de inundação no rio Uruguai, entre São Borja e Uruguaiana, previsto para ocorrer entre domingo e segunda-feira.

Em São Paulo, o pedido inclui a capital, Jundiaí, Itapevi, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Itapetininga, Botucatu, Apiaí, Ribeira e Iporanga. No Paraná, as cidades contempladas são Curitiba e Guaratuba, enquanto em Santa Catarina são Tijucas, Videira, Trombudo Central, Joaçaba e Águas de Chapecó.

O pedido baseia-se em relatos de mudanças nos locais de votação, vias alagadas e interrupções no fornecimento de energia. Em Curitiba e Guaratuba, 3.745 eleitores tiveram as seções transferidas, enquanto em Itapevi, 446 eleitores precisaram votar em locais diferentes devido a áreas inacessíveis.

Na avaliação do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, a situação estava normal durante a manhã, mas o pedido leva em conta ocorrências localizadas de falta de energia e impedimentos para os eleitores, além do risco de novos problemas à tarde.

Caso o TSE não autorize a prorrogação nas 17 cidades, a campanha solicita a ampliação do horário em locais específicos de Itapevi, Americana, Curitiba e Guaratuba que sofreram alterações de acesso ou mudança de endereço.

Outra proposta dos advogados é permitir que juízes eleitorais dos três estados concedam até duas horas adicionais nas seções afetadas, diante de problemas como alagamentos, deslizamentos, vias bloqueadas ou falta de energia, constatados até as 17h.

A campanha também quer que a medida seja estendida a outros locais identificados pela Justiça Eleitoral como prejudicados.

Além disso, a falta de transporte público causou queixas de eleitores em São Paulo, Salvador, Petrópolis (RJ) e João Pessoa (PB), devido à redução e atraso na frota de ônibus.

A campanha do adversário no segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva, também solicitou ao TSE a ampliação da votação em duas horas, alegando que o transporte disponível estava abaixo do determinado.

Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou que toda a frota de ônibus retornasse à circulação e decidiu pela prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.

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