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Brasil

Goiana é primeira quilombola diplomata aprovada em concurso

Redação BDN
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Foto: Arquivo pessoal

Helen Jaine Gomes Borgens, de 25 anos, natural de Simolândia, região nordeste de Goiás, fez história ao se tornar a primeira quilombola aprovada no concurso para a carreira diplomática em 2026. A jovem assumiu o cargo na cerimônia realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, integrando a nova turma de 60 diplomatas do Ministério das Relações Exteriores.

Graduada em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Goiás, em 2025, Helen iniciou seu interesse pela diplomacia ainda no ensino médio, inspirada por um professor de História. Apesar das dúvidas durante a graduação, um curso sobre Política Externa Brasileira a motivou a continuar perseguindo sua meta de ingressar na diplomacia.

Enfrentando limitações de acesso a educação especializada em sua cidade, Helen organizou seus estudos de forma autônoma, aprofundando-se nas matérias exigidas no concurso e aprimorando seus conhecimentos em idiomas.

A aprovação de Helen foi possível graças à Lei nº 15.142/2025, que ampliou as vagas reservadas a pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas em concursos públicos federais. O concurso de 2026 foi o primeiro para diplomacia a seguir essa nova legislação, marcando um avanço na inclusão de comunidades tradicionais no serviço público.

Além dela, a turma inclui dois candidatos indígenas aprovados por vagas reservadas: Marcelo Kariri Meneses, do povo Kariri, e Idjahure Achkar de Mendonça Pinto, do povo Terena. Dos 60 novos diplomatas, 27 são de grupos historicamente sub-representados, e a participação feminina alcançou 45%, a maior na história do Instituto Rio Branco.

Antes de atuarem nas representações brasileiras no exterior, os aprovados passarão pelo curso de formação no Instituto Rio Branco, em Brasília. Helen declarou orgulho em representar sua comunidade e o desejo de chegar ao posto de embaixadora, o nível mais alto da carreira diplomática.

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