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Governo recebe 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral no trabalho

Redação BDN
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O Ministério do Trabalho informou que recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho entre os dias 28 e 30 de outubro.

Esse canal para denúncias foi criado logo após o segundo turno das eleições, realizado em 25 de outubro, e o número divulgado corresponde aos primeiros três dias de funcionamento.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente com 51,79% dos votos válidos, frente a 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL). O ministério não especificou quando ocorreram os episódios denunciados.

A maioria das denúncias, 2.087, cerca de 48,5%, veio da região Sudeste. São Paulo liderou com 1.325 casos, seguido pelo Rio de Janeiro com 354 e Minas Gerais com 345. Outras regiões registraram: Nordeste 784, Sul 757, Centro-Oeste 378 e Norte 299.

As denúncias estão sendo analisadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho, que também realiza inspeções para apurar os casos. A pasta destaca que as providências cabíveis serão adotadas conforme cada situação.

O governo federal, o Ministério Público e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) atuam juntos para combater o assédio eleitoral. Além do canal específico, outras ações também estão em andamento.

Entre as medidas estão notificações a plataformas digitais como Google e Meta para coibir conteúdos que promovam perseguição política, além de orientações aos trabalhadores pela Carteira de Trabalho Digital.

O Ministério do Trabalho planeja criar uma lista pública de empregadores que forem responsabilizados por assédio eleitoral.

Pessoas que sofreram ou presenciaram pressão, ameaça ou discriminação por suas escolhas políticas no trabalho podem fazer denúncias por meio dos canais oficiais da pasta ou do Ministério Público do Trabalho, com garantia de sigilo.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que empregadores não devem ameaçar ou discriminar funcionários por suas decisões políticas. “O voto é livre e secreto, e nenhum empregador pode usar sua posição para interferir na decisão de seus empregados”, reforçou.

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