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Brasil

Inflação de alimentos dispara e pressiona índice em outubro

Redação BDN
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Foto: Deivid Souza

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação, registrou alta de 0,32% em outubro deste ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De nove grupos analisados, apenas habitação apresentou queda.

A principal causa do aumento no índice foi o grupo de alimentação e bebidas. Os números foram divulgados na sexta-feira, dia 23 de outubro.

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação subiu 4,62%. No ano, de janeiro a outubro, o IPCA-15 soma aumento de 4,15%. Em outubro, o grupo alimentação e bebidas teve o maior impacto no índice, crescendo 0,88%, contribuindo com 0,19 ponto percentual para a inflação mensal.

A inflação de alimentos mais do que dobrou em relação a setembro, quando o aumento havia sido de 0,40%.

Dentro desse grupo, o subgrupo alimentação no domicílio teve alta significativa de 1,01%, contra 0,38% em setembro.

Os principais itens com alta foram: tomate (24,54%), cebola (13,63%), batata-inglesa (10,96%) e arroz (5,80%).

Apesar disso, alguns produtos apresentaram queda, como cenoura (-10,67%), frutas (-1,37%) e café moído (-1,16%).

O segundo grupo com maior impacto foi despesas pessoais, com aumento de 0,55% e contribuição de 0,06 ponto percentual. Esse resultado foi impulsionado pelos subitens cinema, teatro e concertos (4,30%), pacotes turísticos (2,18%) e empregado doméstico (0,62%).

O único grupo com recuo foi habitação, que caiu 0,10%, principalmente influenciado pela redução na energia elétrica, que teve queda de 0,89% após alta de 7,42% em setembro. A redução ocorreu devido à aplicação da bandeira tarifária verde, que não adiciona custo extra à conta de luz, ao contrário da bandeira amarela presente em setembro.

Veja a variação de cada grupo em outubro: alimentação e bebidas (0,88%), habitação (-0,10%), artigos de residência (0,28%), vestuário (0,53%), transportes (0,05%), saúde e cuidados pessoais (0,15%), despesas pessoais (0,55%), educação (0,09%) e comunicação (0,43%).

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