Inflação de alimentos volta a crescer e preocupa consumidores
A inflação dos alimentos voltou a crescer desde setembro e deve continuar subindo nos próximos meses. Entre junho e agosto houve queda nos preços, mas em setembro subiram 0,83%.
Os sinais de alta continuam, como mostra o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), a prévia da inflação de outubro. Os preços de alimentação e bebidas do período de 16 de setembro a 14 de outubro mais que dobraram em relação ao período anterior, passando de 0,40% para 0,88%, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O IPCA-15 difere do IPCA oficial por seu período e abrangência, sendo uma prévia da inflação oficial. Ele coleta dados de famílias que ganham entre 1 e 40 salários mínimos, nas capitais Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo e Vitória.
De janeiro a setembro, os preços de alimentos e bebidas subiram 4,37%, acima da média geral do IPCA, que é de 3,95%. Algumas capitais tiveram alta ainda maior, como Porto Alegre (5,91%), Aracaju (5,71%), Goiânia (5,52%) e outras.
Olivo, especialista no mercado de carnes, explica que fatores sazonais, como o clima e a oferta de animais para abate, além das condições das pastagens e custos, podem influenciar este movimento de alta.

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