Inflação em alimentos dispara e pressiona índice do IPCA-15
O índice IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial no Brasil, registrou alta de 0,32% em outubro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dentre os nove grupos analisados, apenas o setor de habitação apresentou queda.
A principal responsável por puxar o índice para cima foi a alta nos preços dos alimentos e bebidas, que sofreram um aumento de 0,88%. Esse grupo teve o maior impacto na inflação do mês, contribuindo com 0,19 ponto percentual para o resultado total.
Em comparação com setembro, a inflação em alimentos mais que dobrou, passando de 0,40% para 0,88%. O subgrupo de alimentação no domicílio se destacou com uma alta expressiva de 1,01%, o que representa uma aceleração em relação aos 0,38% registrados no mês anterior.
Entre os produtos que apresentaram as maiores elevações de preço estão: tomate (24,54%), cebola (13,63%), batata-inglesa (10,96%) e arroz (5,80%). Por outro lado, alguns itens mostraram queda, como cenoura (-10,67%), frutas (-1,37%) e café moído (-1,16%).
O segundo grupo com maior contribuição para a inflação foi despesas pessoais, que teve alta de 0,55%, impulsionada principalmente por subitens como cinema, teatro e concertos (4,30%), pacotes turísticos (2,18%) e empregados domésticos (0,62%).
O setor de habitação, por sua vez, registrou uma queda de 0,10%, influenciado principalmente pela redução de 0,89% na tarifa de energia elétrica. Essa redução está relacionada à aplicação da bandeira tarifária verde, que não adiciona custos extras à conta de luz, ao contrário da bandeira amarela que vigorou em setembro.
No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação medida pelo IPCA-15 é de 4,62%. Já no acumulado do ano, entre janeiro e outubro, o índice registra alta de 4,15%.
A variação dos preços por grupo em outubro foi a seguinte: alimentação e bebidas (0,88%), habitação (-0,10%), artigos de residência (0,28%), vestuário (0,53%), transportes (0,05%), saúde e cuidados pessoais (0,15%), despesas pessoais (0,55%), educação (0,09%) e comunicação (0,43%).

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