Investimentos Parados Atrasam Estradas de Ferro e Hidrovias em Mato Grosso
O agronegócio em Mato Grosso cresce cada vez mais, consolidando o estado como o maior produtor de grãos do Brasil. No entanto, a infraestrutura para transportar essa produção não acompanha este ritmo e enfrenta constantes atrasos.
O governo federal tem uma carteira de investimentos de pelo menos R$ 204 bilhões previstos para concessões em infraestrutura, mas boa parte desses recursos está travada, com leilões adiados para 2026 ou até anos após.
Para Mato Grosso, isso significa que ferrovias e hidrovias essenciais não deverão sair do papel em breve. Projetos como a Ferrogrão, que conectaria o norte do estado aos portos do Arco Norte, continuam paralisados devido a problemas jurídicos e técnicos, principalmente relacionados a ressarcimentos dos estudos que sustentam a obra.
George Santoro, ministro dos Transportes, manifestou empenho para tentar destravar essas concessões no segundo semestre, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) mantém um rigoroso controle que dificulta o avanço.
Na área das hidrovias, também existem atrasos. Leilões importantes como os da Hidrovia do Rio Paraguai e da Hidrovia do Tapajós, que são cruciais para o escoamento da produção mato-grossense, foram adiados. Os obstáculos regulatórios e ambientais ampliaram a incerteza sobre essas concessões.
Devido a esses entraves, Mato Grosso continua dependendo do transporte rodoviário para escoar commodities como soja, milho e algodão, o que representa um gargalo logístico e limita a competitividade do estado.
Apesar do governo federal destacar outros leilões realizados com sucesso, as principais obras que sustentam o agronegócio regional seguem sem previsão de licitação, adiando a modernização necessária para o maior celeiro do Brasil.

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