Kassio chama campanhas de Lula e Flávio para discutir aumento de processos
Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reuniu nesta terça-feira (13) os representantes das campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para tratar do crescimento no número de processos judiciais ligados à disputa eleitoral.
Durante o encontro, Kassio expressou preocupação com a crescente judicialização das campanhas. Segundo ele, o volume de processos já é mais que o triplo do registrado na eleição de 2022, e a expectativa é que aumente ainda mais. “Buscamos um acordo para reduzir o número de ações no TSE”, afirmou o presidente do tribunal.
PT defende condições justas na disputa
Após a reunião, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou que a campanha de Lula está disposta a colaborar para diminuir as ações judiciais. Porém, ressaltou que é preciso haver equilíbrio no tratamento dos candidatos para que isso aconteça. Segundo ele, é necessário garantir respeito e evitar ataques que possam desequilibrar a competição eleitoral.
“Queremos ajudar a impedir a judicialização, mas isso depende de uma campanha livre de agressões e com igualdade de condições”, comentou o dirigente do PT.
Representantes de Flávio participam da reunião
A campanha de Flávio Bolsonaro esteve representada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri. Eles participaram da conversa, porém não deram declarações à imprensa.
TSE revoga suspensão de canal no WhatsApp
Antes da reunião, Kassio Nunes Marques anulou uma decisão anterior que suspendia o funcionamento do canal “Exército do Lula” no WhatsApp. A suspensão havia sido solicitada pela campanha de Flávio Bolsonaro. O funcionamento do canal foi liberado novamente após o registro oficial da ferramenta junto ao tribunal, feito pela campanha de Lula.
Esse episódio reflete o aumento das disputas judiciais entre as campanhas presidenciais, estimulando a preocupação do presidente do TSE em reduzir o número de processos judiciais para garantir uma disputa eleitoral mais equilibrada e reta.
Informações da Agência Brasil.

Deixe seu comentário