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Brasil

Lula convidará Trump e Milei para posse em janeiro

Redação BDN
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2 min de leitura
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja convidar os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, para a cerimônia de posse em 5 de janeiro de 2027, que marcará o início de seu novo mandato.

O convite será estendido a todos os chefes de Estado com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas, incluindo os líderes dos dois países mencionados.

Atualmente, a relação com a Argentina e os Estados Unidos enfrenta um desafio após a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para Miami, ocorrida após sua derrota nas eleições presidenciais no dia 25 de outubro. Segundo informações, o senador teria recebido apoio de auxiliares do presidente republicano para realizar a fuga.

Além disso, tanto os Estados Unidos quanto a Argentina ainda não reconheceram oficialmente o resultado das eleições que deram a vitória a Lula. Trump chegou a questionar a lisura do processo eleitoral, embora sem apresentar provas concretas, enquanto Milei fez críticas diretas ao presidente brasileiro durante toda a campanha.

O governo brasileiro decidiu não tomar medidas diplomáticas para não intensificar a crise. No Palácio do Planalto, acredita-se que Trump está isolado por não reconhecer o resultado das eleições.

Auxiliares do Executivo afirmam que não há espaço para contestar o pleito, uma vez que o resultado foi aceito por lideranças internacionais, partidos brasileiros – incluindo o PL, partido do ex-candidato derrotado Flávio Bolsonaro – e representantes dos poderes Legislativo e Judiciário do Brasil.

Histórico de posses

Na posse de 2023, 21 chefes de Estado e governo estiveram presentes em Brasília (DF), incluindo líderes de países da América do Sul e da Europa. Já na posse anterior, à época do governo do Jair Bolsonaro (PL), participaram 10 chefes de Estado ou de governo, entre eles o então primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Trump foi convidado em seu primeiro mandato, mas não compareceu, enviando o secretário de Estado da época, Mike Pompeo.

A posse do Jair Bolsonaro também ficou marcada pela decisão de não convidar os líderes Nicolás Maduro, da Venezuela, e Miguel Díaz-Canel, de Cuba, o que gerou polêmica.

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