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Brasil

Lula entrega documentos e pede que TSE seja árbitro dos sigilos

Redação BDN
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Foto: Carinne Souza, José Augusto Limão

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os documentos que contêm os sigilos bancários e telemáticos dele, em resposta ao desafio lançado ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, a equipe de Lula solicitou ao TSE que atue como árbitro do caso.

Em entrevista, o coordenador da campanha e presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou que todos os documentos solicitados foram entregues, esperando que o mesmo ocorra com Flávio Bolsonaro. Ele destacou que as informações entregues mostram as movimentações financeiras do presidente nos últimos oito anos, incluindo gastos com cartão corporativo e voos oficiais.

Edinho Silva ressaltou a importância da intervenção do TSE para garantir que os dados dos dois candidatos sejam divulgados de forma completa, simultânea e confiável. O pedido foi formalizado por meio de requerimento protocolado pela campanha.

A petição foi apresentada após o ministro André Mendonça declarar que a autorização para a quebra de sigilos é responsabilidade dos próprios candidatos, não do TSE. Segundo o ministro, os sigilos existem para proteger os titulares, que podem abrir mão dessa proteção mediante consentimento.

Apesar dessa decisão, a campanha de Lula acredita que o TSE deve mediar o processo, assegurando a validade e a confiança das informações. Edinho Silva afirmou que sem essa arbitragem, as informações podem perder credibilidade perante a sociedade.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, atribuiu à demora na divulgação dos sigilos a resistência de Flávio Bolsonaro, que demorou a aceitar o desafio proposto por Lula durante o debate realizado pela TV Bandeirantes. Boulos destacou que o atraso ocorreu porque o adversário não assinou o documento imediatamente após o desafio.

Após o desafio, a campanha de Lula protocolou os documentos no TSE e no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizando a abertura dos sigilos próprios e de seus familiares, caso o adversário fizesse o mesmo. Flávio Bolsonaro aceitou a proposta, mas impôs condições adicionais, como a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência, informações sobre a agenda da primeira-dama Janja Lula da Silva e a abertura do sigilo do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

A campanha de Lula aceitou as condições e cobrou que o adversário entregasse os documentos, o que foi condicionado pela equipe de Flávio Bolsonaro à conferência prévia dos documentos apresentados pelo presidente.

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