Mais mulheres ocupam vagas na Assembleia de Mato Grosso
Na eleição realizada no último domingo (4), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso terá duas mulheres titulares na próxima legislatura. Samantha do Abilio (PL) e Alessandra Ferreira (Podemos) foram escolhidas para a 21ª Legislatura da ALMT, marcando o fim de um hiato de quatro eleições em que apenas uma mulher conseguiu se eleger para vaga titular.
Com 100% das urnas apuradas, Samantha do Abilio recebeu 57.900 votos, enquanto Alessandra Ferreira somou 50.802 votos. Juntas, representarão 8,3% dos membros da Assembleia a partir de 1º de fevereiro de 2027.
Retorno da participação feminina na ALMT
A última vez que duas mulheres ocuparam cadeiras titulares simultaneamente na Assembleia aconteceu em 2010, quando Luciane Bezerra e Teté Bezerra foram eleitas para a 17ª Legislatura (2011-2015). Na sequência, nas eleições estaduais de 2014, 2018 e 2022, apenas Janaina Riva (MDB) conseguiu vaga como deputada estadual.
Além das titulares, outras mulheres exerceram mandatos temporários como suplentes durante a legislatura atual. Em julho de 2025, a Assembleia chegou a contar com três mulheres em exercício simultaneamente: a titular Janaina Riva e as suplentes Professora Graciele e Valdeniria Dutra. Também passaram pelas cadeiras temporárias Sheila Klener, Sandy de Paula, Priscila Dourado e Marildes Ferreira.
Perfil das deputadas eleitas
Samantha do Abilio, 42 anos, é designer de interiores e vereadora da cidade de Cuiabá. Eleita para a Câmara Municipal em 2024, essa é a sua primeira eleição para deputada estadual, começando seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa.
Alessandra Ferreira, 36 anos, é cirurgiã-dentista e empresária. No período de 2025 a 2026, atuou como secretária municipal de Promoção e Assistência Social em Rondonópolis. Sua eleição em 2026 para deputada estadual também é a primeira para cargo eletivo.
Desafios para a representação feminina
A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, observou que embora as mulheres representem 51% do eleitorado, sua presença nos cargos eletivos ainda é menor.
Para a cientista política Christiany Fonseca, o aumento das candidaturas femininas não é suficiente para garantir mais deputadas. Ela destaca que fatores como acesso a estruturas partidárias, recursos financeiros, redes políticas e condições para montar campanhas competitivas são essenciais para que as mulheres conquistem mandatos.
Com a eleição de Samantha do Abilio e Alessandra Ferreira, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso retoma após 16 anos a presença de duas deputadas mulheres titulares simultaneamente. Ambas assumirão os seus cargos em 1º de fevereiro de 2027.

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