Oncoclínicas garante apoio de credores para recuperação extrajudicial
A Oncoclínicas, uma das maiores redes de tratamento de câncer da América Latina, conseguiu o apoio de credores que representam 61,6% do valor das dívidas para seguir com seu plano de recuperação extrajudicial, que envolve cerca de R$ 5,7 bilhões.
O percentual está acima do mínimo de 50% exigido por lei para que o plano seja submetido à homologação judicial. A empresa comunicou o resultado em um fato relevante ao mercado.
Com o quórum atingido, a Oncoclínicas dará continuidade ao processo na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. Em breve, será publicado um edital para que os credores possam apresentar eventuais questionamentos ao plano.
A versão atualizada da proposta foi entregue à Justiça na quinta-feira (29/10). O documento inclui os créditos da recuperação extrajudicial e exclui débitos entre empresas do grupo.
Atualmente, a Oncoclínicas possui 144 unidades em mais de 47 regiões e enfrenta dificuldades financeiras causadas principalmente pelo atraso no recebimento de valores dos planos de saúde. Esses atrasos afetam o caixa da empresa e, consequentemente, o fornecimento de medicamentos e o atendimento aos pacientes.
Daniel Vorcaro, do Banco Master, investiu R$ 1 bilhão na empresa em aumento de capital, tornando o banco acionista com 20% das ações. No entanto, os recursos foram aplicados em CDBs do próprio banco, dos quais parte não foi paga.
Antes da liquidação do Banco Master, a instituição e a Oncoclínicas firmaram um acordo que garantia o direito da empresa em retomar as ações em caso de inadimplência. O Master repassou para o Banco de Brasília (BRB) R$ 90 milhões em ações antes de devolvê-las à Oncoclínicas. Na época, esses papéis valiam R$ 400 milhões, mas atualmente estão avaliados em R$ 150 milhões.

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