Países Democráticos Não Interferem em Votações, Afirma Nunes Marques
Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declarou nesta sexta-feira (2/10) que países democráticos compartilham informações e colaboram para fortalecer a democracia, mas não interferem nas eleições de outras nações.
A fala ocorreu no mesmo dia em que os Estados Unidos e a Austrália fecharam temporariamente suas embaixadas em Brasília, citando motivos de segurança às vésperas do pleito.
Nunes Marques ressaltou que sete missões eleitorais internacionais atuam no Brasil de forma independente. Entre elas estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Europeia, a Liga dos Estados Árabes, a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP) e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore).
Também fazem parte da lista a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE) e o The Carter Center, ligado ao ex-presidente americano Jimmy Carter. Esses observadores acompanham todas as fases da votação para assegurar transparência e confiança no processo.
No entanto, a Corte Eleitoral recusou a entrada de 14 observadores internacionais considerados controversos, como integrantes de partidos ultranacionalistas da Espanha e de Portugal, além da organização Transparencia Electoral, sediada na Argentina.
O presidente do TSE mencionou ainda ações para aumentar a confiança nas urnas eletrônicas brasileiras, como permitir que os dois últimos eleitores de cada seção acompanhem o encerramento da votação. Isso visa garantir que ninguém vote após o fechamento da sessão.

Deixe seu comentário