PF não vê crime em jornalista investigado pelo STF
O relatório da Polícia Federal não encontrou indícios de crime cometido pelo jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida. A apuração que embasou a decisão do ministro Alexandre de Moraes para buscar e apreender documentos ficou clara para as autoridades, mas não indicou irregularidades por parte do profissional.
A investigação foi autorizada depois de parecer da Procuradoria Geral da República sugerir possível obtenção ilegal de informações sigilosas que serviram de base para reportagens publicadas.
Segundo o documento acessado pelo Metrópoles, os agentes afirmaram que Luís Pablo recebeu dados de forma possivelmente regular e depois os repassou para publicação. Isso poderia configurar violação do sigilo funcional, mas não há acusação contra o jornalista, que estaria protegido pela liberdade de imprensa reconhecida nos tribunais.
Durante as investigações, a fonte de Luís Pablo teve seu sigilo quebrado e foi identificado como Raimundo Cutrim, ex-secretário de Estado do Maranhão. Os investigadores ressaltaram que a conduta irregular está relacionada à possível ação de um agente público, e não ao jornalista.
A apuração segue em andamento para esclarecer todos os detalhes.

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