PM acusado de matar esposa em Cuiabá será julgado pelo Tribunal do Júri
A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá.
Na sentença da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, ficaram comprovadas a materialidade do crime e indícios suficientes que apontam Ricker Maximiano de Moraes como autor. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, denunciou o acusado pelo crime de feminicídio dentro de um contexto de violência doméstica e familiar, com agravantes que dificultaram a defesa da vítima.
Segundo a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o réu atirou na esposa dentro da residência do casal no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos disparos. O crime ocorreu na presença dos filhos do casal, de três e cinco anos.
Provas periciais, como o exame de necropsia e o confronto balístico, confirmaram que os tiros foram disparados pela arma funcional do acusado e que a vítima faleceu devido a choque hemorrágico provocado pelos ferimentos de arma de fogo.
Testemunhas informaram que Ricker Maximiano de Moraes deixou o local após o crime, levando as crianças para a casa dos avós paternos. Em depoimento, o policial admitiu ter atirado, alegando sofrer de fortes problemas emocionais e psiquiátricos. A defesa pediu absolvição sumária por doença mental, mas um laudo psiquiátrico indicou que ele é semi-imputável devido a Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29).
A Justiça rejeitou o pedido de absolvição sumária e manteve as acusações, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica, o fato de a vítima ser mãe de crianças pequenas, a presença delas no momento do crime e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva de Ricker Maximiano de Moraes, que está detido desde a conversão do flagrante logo após o crime.
O processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

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