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Brasil

PM é condenado por matar jovens após engano com macaco hidráulico

Redação BDN
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Foto: Jorge Lucas Paes, de 17 anos, e Thiago Guimarães Dingo, de 24

Onze anos depois do crime, Carlos Fernando Dias Chaves, ex-sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), foi condenado a 30 anos de prisão. Em outubro de 2015, ele matou dois jovens que estavam em uma moto após confundir um macaco hidráulico com um fuzil.

Segundo a sentença do Conselho de Sentença do IV Tribunal do Júri da Capital, Chaves perdeu o cargo de policial militar e foi condenado a 14 anos de reclusão pelo assassinato de Jorge Lucas de Jesus Martins Paes, de 17 anos, e a 16 anos pela morte de Thiago Guimarães Dingo, de 24 anos. O regime inicial é fechado.

A juíza Lúcia Glioche destacou que, como policial militar, o acusado tinha a obrigação de agir conforme a lei e proteger a vida humana. Ela afirmou que Chaves violou esses deveres ao cometer crimes dolosos contra a vida, desapontando as expectativas da sociedade em relação à função que ocupava.

A defesa pode recorrer da decisão. A versão do policial sobre o engano com o macaco hidráulico foi questionada pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que apresentaram evidências indicando que houve um confronto armado no local poucas horas após o crime.

O defensor público Pedro Carriello afirmou que o júri aceitou a tese da acusação, reconhecendo que o réu agiu com intenção de matar e que as vítimas foram atingidas pelas costas, o que indica impossibilidade de defesa. Chaves estava preso anteriormente por associação criminosa, em prisão provisória.

As mães das vítimas prestaram depoimento durante o julgamento, que durou mais de 15 horas. A mãe de Thiago Dingo relatou o impacto da perda, mencionando que o filho ajudava um amigo a arrumar um veículo quando foi morto.

O crime ocorreu na Rua Ary Villar, no bairro da Pavuna, zona norte do Rio de Janeiro. Os jovens estavam ajudando um motorista de Kombi com um macaco hidráulico quando uma ordem de parada foi feita pela polícia, não sendo obedecida. Durante a movimentação da moto e da viatura, tiros foram disparados, atingindo ambos os jovens fatalmente.

Após o ocorrido, o policial se apresentou à delegacia em Irajá, reconheceu o erro e foi afastado das funções. O caso gerou protestos na região, com manifestações contra a violência policial e atos de vandalismo.

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