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Mato Grosso Cuiabá

Polícia Civil prende lideranças de facção em Mato Grosso e no exterior

Redação BDN
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Foto: Reprodução

Polícia Civil prende lideranças de facção em Mato Grosso e no exterior

A Polícia Civil de Mato Grosso intensificou as operações para capturar integrantes de facções criminosas que buscavam fugir da justiça em outros estados e países. Desde 2025, ações realizadas em parceria com forças policiais nacionais e internacionais resultaram na prisão de líderes e operadores financeiros na Bolívia, Paraguai e no Rio de Janeiro, além da localização de foragidos escondidos em cidades mato-grossenses.

Entre os casos de destaque, Angelica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha, foi presa em um condomínio de alto padrão em Santa Cruz, Bolívia, e transferida para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Silveira Maidel, destacou que os resultados refletem investimentos em segurança pública e a integração entre equipes de investigação.

Operações internacionais

Entre junho e outubro de 2026, cinco lideranças foram presas na Bolívia e uma no Paraguai, com apoio da Gerência Estadual de Polinter, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e da polícia dos países envolvidos.

Em junho, Willian Guilherme dos Santos foi preso na Bolívia. Em agosto, André Barbosa de Souza foi capturado em San Matias, na Bolívia, em uma operação conjunta com a Interpol. Em setembro, Pedro Henrique Lima foi detido em San Ignacio Velasco pela polícia boliviana, com cinco outros brasileiros presos em flagrante na mesma ação. No mesmo mês, Angeliquinha foi localizada e em seguida, João Batista Vieira dos Santos foi preso no Paraguai.

Operações no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro foi identificado como um dos principais locais onde integrantes da facção buscavam atuar. Entre 2025 e 2026, vários suspeitos foram capturados, entre eles Ingride Fontinelles Morais, Priscila Moreira Janis, Bruno Ojeda, Alecsandro Santiago da Cruz, André Valber de Macedo Nunes Silva, Jonas Souza Gonçalves Júnior e Ederson Xavier de Lima. Estes indivíduos estariam envolvidos no comando e articulação das atividades criminosas, incluindo crimes como sequestro e roubo.

Prisões em 2026

Em 2026, a Polícia Civil continuou as ações contra lideranças e operadores financeiros, prendendo suspeitos como Renato Barbosa, Adão Alves da Silva Neto, Erival Vitorino Machado e Guilherme Moura da Silva. Estas prisões destacaram o foco na investigação do dinheiro movimentado pela organização criminosa.

Foragidos de outros estados encontrados em Mato Grosso

A Polinter também localizou foragidos de outras regiões do Brasil, como Antônio Brasileiro da Silva Neto e Semi Alves da Silva, em Chapada dos Guimarães e Vila Rica, respectivamente. Em agosto de 2026, Aluízio Faria Batista foi detido em Cuiabá, respondendo por crimes em outros estados.

Cooperação entre polícias

A localização desses suspeitos envolveu intenso trabalho de inteligência e cooperação entre as polícias civis estaduais, além de mecanismos internacionais como a Interpol. A transferência dos presos para as unidades competentes seguiu os trâmites legais e decisões judiciais.

A delegada-geral Daniela Silveira Maidel e o delegado Cláudio Álvares Sant’Ana ressaltaram a importância do planejamento, integração e inteligência para o sucesso dessas operações. O balanço institucional apresenta resultados de diferentes períodos e locais, mas informações financeiras e dados de condenações não foram divulgados.

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