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Mato Grosso Cuiabá

Polícia Federal inicia operação contra fraudes em crédito consignado

Redação BDN
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Foto: Reprodução

A Polícia Federal iniciou na manhã desta quarta-feira (15) uma operação para investigar suspeitas de fraudes em empréstimos consignados e cartões de crédito consignado. A ação foi autorizada pela Justiça Federal em Mato Grosso e tem como alvo um grupo econômico envolvido em práticas ilegais.

Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. Ainda que as diligências tenham ocorrido fora de Mato Grosso, o inquérito tramita no estado, e as ordens judiciais vieram da Justiça Federal local.

Além das buscas, a operação determinou o bloqueio de valores e bens relacionados aos investigados, que incluem veículos e propriedades. A polícia apura se as empresas ofereciam produtos financeiros disfarçados como cartões de crédito consignado, mas que funcionariam na prática como empréstimos, com condições desfavoráveis aos consumidores.

Entre as suspeitas estão a utilização de contratos complexos, juros altos e descontos automáticos que dificultam a quitação das dívidas, prejudicando servidores públicos, aposentados e pensionistas, que poderiam ser cobrados por longos períodos. Os investigadores também verificam se houve informações ocultas ou indução ao erro, além do uso indevido das margens consignáveis.

A ofensiva busca coletar documentos, contratos e registros financeiros para entender a estrutura do esquema e o caminho do dinheiro. A investigação também contempla a análise de possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro.

Todo o material apreendido passará por análise técnica para examinar comunicações internas, registros contábeis e movimentações financeiras. A polícia pretende esclarecer o volume das operações e o destino dos recursos.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o valor do prejuízo, o número de vítimas, a quantidade de contratos investigados ou a identidade das pessoas e empresas envolvidas. Essas informações estão sob sigilo para preservar a investigação e garantir os direitos dos investigados.

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