Polícia prende três homens por violência em Cuiabá
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu três homens, de 56, 42 e 26 anos, nesta quarta-feira (7), em Cuiabá, durante a execução de mandados judiciais relativos a casos de violência doméstica. As ações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá e focaram principalmente em suspeitas de descumprimento de medidas protetivas.
Os mandados foram cumpridos no primeiro dia após o término das restrições eleitorais para prisões, encerrado em 6 de outubro, conforme permitido pela lei. As equipes da DEDM localizaram e prenderam os investigados na mesma manhã em diferentes regiões da cidade.
O homem de 56 anos foi encontrado em via pública no bairro Goiabeiras. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva por descumprimento de medidas protetivas, pois teria retornado à casa da ex-companheira e tentado contato, desrespeitando ordens judiciais que proibiam aproximação. O caso inclui relatos de ameaças e perseguição.
Outro suspeito, de 42 anos, foi preso no bairro Dom Aquino. Ele possuía mandado de prisão preventiva por violações das medidas protetivas, incluindo ameaças repetidas, entrada não autorizada na residência da ex-companheira e violência patrimonial.
O terceiro homem, de 26 anos, foi localizado em uma empresa às margens da Rodovia Emanuel Pinheiro. Além do descumprimento da medida protetiva, ele é investigado por suspeita de lesão corporal, após agressão denunciada pela vítima dentro da própria casa, apesar da ordem judicial de proteção.
Segundo a delegada Lilian Diogo, titular da Delegacia da Mulher de Cuiabá, a ação coordenada permitiu a execução rápida dos mandados e representa uma resposta concreta aos casos acompanhados pela unidade. Os três foram conduzidos à delegacia para os procedimentos legais e permanecem sob investigação, sem qualquer antecipação de condenação.
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) estabelece medidas de proteção para mulheres em situação de violência, determinando o afastamento do agressor e proibindo seu contato com a vítima. O descumprimento dessas determinações configura crime, com pena prevista de reclusão de dois a cinco anos e multa. A prisão preventiva é autorizada para garantir a proteção da vítima e impedir novas agressões.
As autoridades recomendam que vítimas de violência doméstica procurem imediatamente os serviços oficiais de segurança pública para garantir sua proteção. Novas informações sobre os processos serão definidas pelo Poder Judiciário.

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