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Mato Grosso Lucas do Rio Verde

Preço da cesta básica cai, mas bairros de Lucas do Rio Verde ainda têm valores perto de R$ 1 mil

Redação BDN
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Foto: Reprodução

Apesar da queda no preço médio da cesta básica entre maio e junho deste ano, o custo da alimentação ainda representa um peso considerável no orçamento das famílias de Lucas do Rio Verde. Dados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em parceria com o Centro Universitário Unilasalle, indicam que alguns bairros da cidade continuam com preços próximos a R$ 1 mil para os produtos essenciais.

A pesquisa de Indicadores Econômicos, realizada pelo Núcleo de Pesquisa e Análise de Conjuntura (NUPAC/Unilasalle) com metodologia oficial do DIEESE, acompanha mensalmente as variações de preços em diferentes bairros do município. Segundo o presidente da CDL, Petronilio de Sousa, o estudo busca oferecer informações confiáveis aos consumidores e incentivar compras conscientes no comércio local.

A coleta de dados ocorre em estabelecimentos dos bairros Bandeirantes, Parque das Emas II, Centro, Alvorada, Jardim Primavera e Jardim das Palmeiras. Em maio, o valor médio da cesta básica foi de R$ 861,51, correspondendo a mais da metade do salário mínimo nacional, que atualmente é R$ 1.621,00. Em junho, a média caiu para R$ 780,86, uma redução de aproximadamente 9,4%.

No entanto, a diferença de preços entre bairros permanece significativa. Em maio, o menor preço encontrado foi no Jardim Primavera, com R$ 791,45, enquanto o Parque das Emas II teve o maior, R$ 962,05. Em junho, o Jardim das Palmeiras apresentou o menor valor, R$ 765,46, e o Parque das Emas II manteve o maior, R$ 988,09, ressaltando uma diferença de R$ 222,63.

De acordo com o professor Rafael Zunino Marques, responsável técnico pela pesquisa, a queda na média não reflete a realidade de todos os moradores, pois promoções em algumas regiões reduzem o valor médio, enquanto bairros mais caros continuam com preços elevados.

O estudo destaca que fatores como fornecedores, poder de negociação dos supermercados, margem de lucro e carga tributária influenciam as variações de preço. A carne de coxão duro, que compõe quase metade do custo da cesta, e o tomate, que teve oscilações superiores a 30% de um mês para outro, são produtos com maior impacto.

A transparência na tributação também é um ponto importante, pois a exigência de informar o valor dos impostos nas etiquetas permite ao consumidor ter maior clareza sobre a composição do preço.

Preços competitivos não se concentram apenas em grandes supermercados; pequenos estabelecimentos têm atraído clientes por meio de promoções e ajustes de margem, tornando a comparação de preços uma estratégia essencial para economizar.

O levantamento ainda revela que, para adquirir a cesta básica mais cara em junho, um trabalhador precisou trabalhar 134,1 horas, comprometendo 60,1% do salário mínimo apenas com alimentação, o maior percentual desde o início da pesquisa. Isso reduz em mais de 40% o orçamento para outras despesas como moradia, transporte, saúde, educação e vestuário.

Segundo os cálculos do estudo, para atender as necessidades de uma família de quatro pessoas, o salário mínimo deveria ser de R$ 8.300,94, cerca de 5,12 vezes o piso atual.

Durante a apresentação, o diretor de Eventos e Comunicação da CDL, Robson Alex, salientou que comparar preços passou de uma prática de economia para uma necessidade financeira, podendo resultar em economia de até R$ 220 na cesta básica e cerca de R$ 500 em compras maiores ao longo do mês.

A CDL também lembrou que as empresas favoritas na Pesquisa Mérito Empresarial já estão reservando mesas para a tradicional premiação do comércio de Lucas do Rio Verde, marcada para 17 de outubro. As informações estão disponíveis na sede da entidade e em suas redes sociais. Os resultados completos da pesquisa serão divulgados em breve nos canais oficiais da CDL e do Unilasalle, e veículos parceiros.

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