Rebanho suíno cai no Mato Grosso, mas Tapurah segue na frente
A produção de suínos no Mato Grosso tem seus principais centros nos municípios de Tapurah e Nova Mutum. De acordo com dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) de 2025, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), juntos eles totalizaram 776.409 animais, o que representa cerca de 37,2% de todo o rebanho suíno do estado.
Tapurah lidera o ranking, com 420.034 suínos, seguido por Nova Mutum, que apresentou 356.375 cabeças. Esses números destacam a importância da região do médio-norte para a cadeia produtiva de proteína animal, que é favorecida pela integração com a produção de grãos como milho e soja.
Apesar da liderança dessas cidades, Mato Grosso encerrou o ano de 2025 com uma redução de 5,05% no rebanho suíno, totalizando 2,09 milhões de animais. Com esse resultado, o estado manteve a quinta posição entre os maiores rebanhos do Brasil.
Já no cenário nacional, houve um crescimento de 0,53% no número de suínos, alcançando quase 44 milhões de cabeças. Essa divergência mostra comportamentos diferentes na suinocultura estadual e nacional.
Ranking dos municípios com maior rebanho
Tapurah permanece na liderança com 420.034 suínos, apesar de uma queda de 3,08% em relação ao ano anterior. Em seguida vêm Nova Mutum (356.375), Sorriso (198.022), Lucas do Rio Verde (124.373) e Vera (112.725).
Estrutura reprodutiva da suinocultura
O levantamento também mostrou a quantidade de matrizes de suínos — fêmeas aptas à reprodução. Tapurah lidera com 32.625 matrizes, seguida por Nova Mutum (25.288), Vera (17.255), Sorriso (13.910) e Lucas do Rio Verde (12.374).
A presença constante desses municípios entre os maiores rebanhos e matrizes reforça a relevância econômica da região para a suinocultura do estado, mesmo diante da queda no rebanho total.
Importância do médio-norte para a suinocultura
O médio-norte do Mato Grosso se destaca pela proximidade das áreas produtoras de grãos, favorecendo a integração entre agricultura e criação de suínos. Esse fator é fundamental para a cadeia de proteína animal do estado e contribui para manter a atividade mesmo em tempos de retração no rebanho total.

Deixe seu comentário