Renan Santos busca destaque como líder da terceira via
Renan Santos, candidato do partido estreante Missão, teve uma campanha presidencial marcada por diversas polêmicas e intensa atividade nas redes sociais. O político foi anunciado como candidato em um evento em São Paulo, em agosto, que reuniu mais de 2 mil pessoas. Como seu vice, escolheu o militar da reserva coronel Aroldo Medina.
Renan Santos buscou se apresentar como a principal alternativa à polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL.
Na pesquisa Datafolha divulgada no dia 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno das eleições, Renan registrou 3% das intenções de voto, percentual que se manteve constante ao longo da campanha.
Nas redes sociais, entretanto, o candidato conquistou um engajamento que rivalizou com os principais concorrentes. De acordo com a agência Palver, durante o primeiro debate eleitoral em agosto, Renan Santos foi o mais mencionado positivamente, com 38% das avaliações favoráveis.
Uma semana após o debate, as redes sociais de Renan foram suspensas parcialmente por determinação do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), devido a atrasos na declaração de contas de campanha.
Sua trajetória pública começou após os protestos de 2013, e em 2014 fundou o Movimento Brasil Livre (MBL), ganhando destaque nacional ao convocar manifestações contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Inicialmente alinhado com a direita, participou da campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018, da qual depois se afastou, mantendo atritos públicos com Flávio Bolsonaro.
Renan Santos criticou o financiamento do empresário Daniel Vorcaro para o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro e acusou seu concorrente de copiar discursos e evitar confrontos diretos.
Em entrevista, condenou a desistência de Flávio Bolsonaro de participar de debate na TV Globo, considerado importante para o eleitorado. Para Renan, não há justificativa para o senador evitar esse tipo de confronto.
A participação dele no debate foi garantida por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, após recusas da Justiça Eleitoral em incluí-lo.
Além disso, Renan e Flávio Bolsonaro trocaram acusações relativas à filiação partidária e registro de candidatura. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, restabeleceu a filiação do senador ao PL, e o caso foi encaminhado para a Polícia Federal.
Renan Santos é frequentemente descrito como candidato outsider e antissistema. O partido Missão, fundado recentemente, teve seu registro aprovado pelo TSE em novembro de 2025, tornando-se a 30ª legenda no país e usando o número 14 nas urnas eletrônicas.
Em 2018, Renan foi alvo de controvérsia após a divulgação de um vídeo com declarações consideradas ofensivas, que ele classificou como uma provocação ou brincadeira.

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