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Política

Senado deve adiar votação da PEC da jornada 6×1 para após eleições

Redação BDN
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Foto: Reprodução

A disputa política das eleições presidenciais de 2026 chegou ao plenário do Senado Federal. A oposição intensificou esforços para adiar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1, deixando a decisão para depois do pleito marcado para 25 de outubro.

A pressão ocorre após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicar que a pauta pode ser votada em primeiro turno já na próxima semana, resultado de um acordo feito no final de agosto entre o presidente Lula (PT), o próprio Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Oposição critica a pressa na votação

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), manifestou sua resistência contra a votação rápida. Em entrevista, Marinho afirmou que a pressa do governo em aprovar a medida não beneficia o país e classificou a movimentação como um apelo eleitoral do presidente Lula.

Mesmo com a contestação, as lideranças da oposição não detalharam a estratégia exata para tentar interromper o processo no plenário.

Debates e cronograma de votação

O Senado realizou o segundo dia de discussões formais da PEC 221/2019, que propõe reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de folga remunerada sem cortar salário. Para avançar, a proposta precisa de pelo menos cinco sessões de debate, com a terceira marcada para esta quinta-feira (8).

O clima dos debates tem sido polarizado. Parlamentares da base do governo, como Paulo Paim (PT-RS), Marcelo Castro (MDB-PI), Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Confúcio Moura (MDB-RO), defendem a urgência da pauta, citando os impactos negativos das jornadas longas na saúde, convivência familiar e produtividade. Outros, como Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), apoiam a redução, mas criticam a rapidez da tramitação e a rejeição das emendas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A aprovação da PEC exige um quórum qualificado de pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos de votação no plenário do Senado. Com o prazo curto e a pressão da oposição, a votação promete manter o cenário político em Brasília em alta tensão até o fim da corrida presidencial.

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