Sessões de cinema adaptadas garantidas para autistas em Mato Grosso
Desde março de 2026, crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Mato Grosso contam com a garantia de sessões de cinema adaptadas por lei. A Lei nº 13.256/2026 determina que as salas de cinema realizem, no mínimo, uma sessão adaptada por mês para esse público e seus familiares.
A legislação, proposta pelo deputado estadual Sebastião Rezende (União), traz mudanças no ambiente das salas para melhorar o conforto dos espectadores com autismo. O objetivo é eliminar barreiras sensoriais e garantir a participação dessas pessoas em atividades culturais.
O que muda nas sessões adaptadas
Durante as sessões adaptadas, as salas devem seguir regras específicas para atender às necessidades do público com TEA. Entre as principais medidas estão:
- Realização de ao menos uma sessão adaptada por mês;
- Redução do volume do som durante o filme;
- Iluminação leve mantida na sala;
- Ausência de publicidade comercial antes do filme;
- Liberdade para entrar e sair da sala em qualquer momento da sessão.
Essas adaptações oferecem maior liberdade aos espectadores para lidar com estímulos sensoriais, tornando a experiência mais confortável e inclusiva. A permissão para circular pela sala, por exemplo, evita que a permanência no assento se torne um obstáculo.
Avanços e implementação
Já com resultados visíveis, diversas cidades, como Cuiabá e Várzea Grande, adotam as sessões adaptadas com som mais baixo, iluminação suave e circulação livre. A iniciativa também avança para municípios do interior, ampliando o acesso das famílias a momentos de lazer.
Sebastião Rezende destaca que a lei demonstra que políticas públicas podem promover mudanças reais no cotidiano das famílias, e que a inclusão deve ser prática, não apenas prevista na legislação.
Importância das adaptações
Pessoas com TEA podem ser sensíveis a sons fortes, iluminação intensa e ambientes muito estimulantes, o que torna sessões de cinema convencionais desconfortáveis. As sessões adaptadas oferecem condições adequadas para que crianças e adolescentes aproveitem os filmes junto de seus familiares, reduzindo situações de desconforto e ampliando a participação cultural desse público.
A lei estabeleceu um prazo para que os estabelecimentos se adaptem às novas regras, tornando obrigatório oferecer sessões inclusivas ao invés de depender de iniciativas isoladas dos cinemas.
Inclusão cultural e social
A garantia das sessões adaptadas amplia a discussão sobre acessibilidade para além da educação e saúde, reforçando o direito ao lazer e à cultura para pessoas com deficiência.
Sebastião Rezende afirma que continuar defendendo os direitos das pessoas com deficiência e de suas famílias é uma prioridade no seu mandato, ressaltando a importância da inclusão em todos os espaços sociais, incluindo os culturais.
Com esta nova legislação, famílias de crianças e adolescentes com TEA têm um respaldo legal para frequentar sessões de cinema mais acessíveis. Agora, a eficácia da lei dependerá do comprometimento dos estabelecimentos em cumprir as normas e manter as sessões adaptadas.

Deixe seu comentário