Tifanny quer continuar jogando apesar da proibição da CBV
Tifanny, jogadora do Osasco Vôlei, se manifestou nesta segunda-feira (2/11) após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) seguir uma recomendação do Comitê Olímpico Internacional (COI) que impede a participação de mulheres trans em competições femininas.
Com a decisão, Tifanny foi impedida de atuar em sua equipe. Mesmo diante da limitação, a atleta usou suas redes sociais para afirmar que continuará lutando para retornar às quadras.
No seu pronunciamento, Tifanny agradeceu o apoio recebido e citou um trecho do Diário de Anne Frank: “Deixe-me ser eu mesma e então estarei satisfeita”. Para ela, essa frase representa o direito de cada pessoa ser quem realmente é, sem abrir mão da identidade para ser aceita.
Tifanny destacou que sua identidade é parte fundamental de sua história, conquistas e sonhos. Reforçou que nenhuma dificuldade pode apagar sua essência ou o valor de sua trajetória. A atleta afirmou que continuará resistindo porque abrir mão de quem é nunca será uma opção para ela.
Recentemente, a CBV publicou uma nota em resposta a uma decisão judicial do Rio de Janeiro que havia suspendido uma sentença favorável a Tifanny. A entidade declarou que cumpre todas as decisões judiciais e mantém o compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas.

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