Tse ordena remoção de vídeo com crianças contra Lula
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta terça-feira (13) que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) retirem em até 24 horas um vídeo que mostrava crianças criticando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição.
O vídeo, publicado na segunda-feira (12), Dia das Crianças, foi editado para mostrar crianças lendo um texto que relacionava o governo de Lula a problemas como inflação e falta de segurança. O conteúdo também fazia críticas a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente, e ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Origem e divulgação do vídeo
O vídeo foi inicialmente publicado nas redes sociais de Nikolas Ferreira e, depois, compartilhado no canal Tropa do Flávio Bolsonaro no aplicativo WhatsApp, que apoia a candidatura do senador. A ordem para retirada do conteúdo foi um pedido da coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia Lula, que apontou a disseminação de informações falsas sobre o candidato.
Análise do ministro do TSE
Segundo Marco Aurélio Bellizze, o conteúdo ultrapassou os limites razoáveis ao tentar influenciar o eleitor por meio da exploração inadequada da inocência das crianças. O magistrado ressaltou que o vídeo apresenta afirmações controversas e fora de contexto como se fossem fatos comprovados.
Em um trecho, uma criança diz: “Por favorzinho, arrume outro jeito de estragar sua vida, porque, votando pro PT, você estraga a minha também”. O ministro destacou que a participação de crianças em material político não é irregular por si só, mas o uso delas para divulgar mensagens enganosas e propaganda negativa pode configurar abuso.
Próximos passos
A determinação estabelece prazo de 24 horas para que Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro removam o vídeo. A decisão ainda será analisada pelo plenário do TSE. Até o momento, não houve manifestações dos envolvidos sobre a ordem judicial.
Informações da Agência Brasil foram utilizadas neste relatório.

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