A maioria dos eleitores que não votou no 1º turno pode faltar no 2º
As campanhas para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 avançam, e novas pesquisas indicam grandes desafios para as equipes de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma pesquisa realizada pelo instituto Real Time Big Data, divulgada nesta quinta-feira (8), mostra o comportamento atual do eleitorado.
De acordo com o levantamento, 40% dos eleitores que não votaram no primeiro turno afirmam que certamente não irão votar no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Além disso, 38% disseram que provavelmente também não votarão. Juntos, esses grupos representam 78% dos abstencionistas, um número significativo que inclui apoiadores de candidatos eliminados no primeiro turno, como Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado, além de eleitores que já estavam indecisos.
Por outro lado, apenas 7% dos abstencionistas afirmaram que certamente votarão no segundo turno, e outro 7% disseram que provavelmente irão às urnas. Outros 8% consideram a possibilidade de voto.
A pesquisa também destaca a indecisão entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), que ficou em terceiro lugar no primeiro turno com 2,89% dos votos, cerca de 3,4 milhões de brasileiros. Segundo o instituto, 52% desses eleitores afirmam que suas decisões políticas ainda podem mudar antes do segundo turno, que será entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
Os demais eleitores de Augusto Cury se dividem em 22% com voto definido, 14% totalmente indecisos e 12% sem posição clara.
A pesquisa foi feita entre 6 e 7 de outubro de 2026, ouvindo 1.600 eleitores em todo o país. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com confiança de 95%.
Com a disputa encerrada praticamente empatada, a prioridade das campanhas é conquistar eleitores voláteis e reduzir a abstenção no segundo turno.

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