Aécio reprova saída de Flávio e sua carta de oposição
Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e deputado federal, criticou nesta quarta-feira (28/10) a decisão de Flávio Bolsonaro, do PL, de deixar o Brasil após a derrota na eleição presidencial.
Em carta divulgada do exterior, o senador contestou o resultado do pleito, se autodeclarou presidente eleito e afirmou que pretende liderar a oposição brasileira à distância. Aécio chamou a postura de Flávio de “incompreensível” e afirmou que a oposição deve ser feita dentro do país, com respeito às instituições e ao processo eleitoral. Segundo o tucano, “o exercício da oposição numa democracia é tão importante quanto o dos próprios governos e deve ocorrer em território nacional, fiscalizando o governo e cobrando compromissos assumidos com a população.”
Aécio ressaltou que o PSDB fará uma oposição firme e qualificada, mas que seguirá os princípios do respeito à democracia e à soberania popular.
Ele também comentou que o governo de Lula herdará problemas deixados em parte pelo próprio governo durante as eleições. Apesar de críticas, destacou que a atuação política precisa respeitar as regras democráticas. “Tudo deve ser feito dentro das regras da democracia, respeitando as instituições e o processo eleitoral”, afirmou.
O PSDB optou por não apoiar oficialmente nenhum candidato no segundo turno, liberando os diretórios regionais para definir seus posicionamentos. A eleição presidencial foi vencida por Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% para Flávio Bolsonaro, do PL.
Flávio Bolsonaro deixou o país na terça-feira (27/10), cruzando a fronteira com a Argentina e seguindo para os Estados Unidos em avião particular, acompanhado da esposa e das duas filhas. A Polícia Federal informou que investiga a saída do senador, já que não há registros dele nos postos de controle migratório brasileiros.
Esta viagem ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a apreensão dos passaportes do senador e proibiu sua saída do país. As medidas foram solicitadas pela Polícia Federal em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Flávio nega as irregularidades.

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