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Agronegócio

Agronegócio impulsiona novos polos logísticos em Itamarati Norte e Deciolândia

Redação BDN
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Foto: Reprodução

O agronegócio em Mato Grosso está promovendo a descentralização da infraestrutura de transportes. Para atender à demanda constante das fazendas por peças, equipamentos e insumos com rapidez, novas operações de transporte de cargas fracionadas começaram a funcionar nos distritos de Itamarati Norte, em Campo Novo do Parecis, e Deciolândia, em Diamantino.

Essa estratégia aproxima a rede de distribuição dos principais centros produtivos do estado, que movimentam mais de R$ 9,2 bilhões em produção agrícola. Antes que qualquer saca de soja ou milho deixe a fazenda, uma complexa cadeia de suprimentos deve alcançar o campo.

Para garantir o abastecimento ágil de peças, equipamentos e materiais, o setor de logística rodoviária expandiu sua atuação para dentro dos distritos, colando a estrutura logística às propriedades rurais, ao invés de concentrar entregas apenas nas sedes municipais.

Importância econômica da região

Itamarati Norte e Deciolândia estão localizados em municípios de grande destaque na agricultura nacional. Itamarati Norte fica em Campo Novo do Parecis e Deciolândia em Diamantino, ambos entre os 10 maiores produtores agrícolas do país, com valores de produção estimados em R$ 5,2 bilhões e R$ 4,0 bilhões respectivamente, segundo dados do IBGE de 2024.

Foco em carga fracionada e agilidade

O funcionamento contínuo das propriedades depende da rapidez na entrega de peças e insumos. Os novos terminais logísticos atendem especialmente à movimentação ágil de peças agrícolas, componentes automotivos e equipamentos de proteção individual (EPIs).

A principal modalidade de transporte é a carga fracionada, que permite o envio de volumes menores, como uma caixa de engrenagens ou materiais urgentes, compartilhando o espaço do veículo com outras cargas. Essa prática reduz custos, elimina a necessidade de contratar caminhões exclusivos para pequenos fretes e aumenta a eficiência operacional diretamente no coração produtivo do estado.

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