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Agronegócio

Alerta em Mato Grosso após doença de Newcastle em Santa Catarina

Redação BDN
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Foto: Reprodução

A descoberta de um surto da doença de Newcastle em Santa Catarina levou à suspensão temporária das importações de produtos avícolas brasileiros pelo México, elevando a preocupação no setor avícola. Em resposta, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) reforçaram as barreiras sanitárias para proteger a avicultura local.

Segundo dados do CenárioMT, Mato Grosso não registrou nenhum caso da doença em 2026. Contudo, a proximidade com restrições internacionais e problemas logísticos exige atenção redobrada nas granjas de corte e postura.

Vigilância reforçada no estado

A doença de Newcastle é uma infecção viral que afeta as aves, causando sintomas graves como problemas respiratórios, neurológicos, queda na produção de ovos e alta mortalidade, mas não representa risco direto à saúde humana.

Para evitar a propagação, o Indea-MT possui uma ampla rede de fiscalização com 136 unidades veterinárias distribuídas por 142 municípios e conta com 240 médicos-veterinários prontos para atuar. A médica-veterinária Caroline Lemes Boursheid, responsável pelo Programa Estadual de Sanidade Avícola, informa que em 2026 foram coletadas e analisadas amostras em 84 granjas comerciais, todas negativas para a doença.

Ela alerta que produtores devem comunicar imediatamente quaisquer casos de mortalidade anormal ou sintomas suspeitos para que o serviço veterinário oficial possa investigar e tomar medidas rápidas.

Importância da biosseguridade

Marcos Carvalho, assessor técnico de Pecuária da Famato, destaca que a biosseguridade dentro das propriedades é fundamental para a sustentabilidade do setor. Ele reforça que a vigilância precisa ser constante, mesmo com a ausência de casos recentes.

Impactos comerciais e mercado global

Embora o embargo mexicano e restrições impostas por países como a China tenham afetado Santa Catarina, Mato Grosso mantém sua resiliência econômica. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as exportações para o México representaram apenas 1,59% do total do estado entre janeiro e setembro de 2026, cerca de 1.437 toneladas de carne de frango.

O volume histórico de exportações do estado atingiu 90,12 mil toneladas nesse mesmo período, impulsionado por compradores internacionais confiantes na sanidade brasileira, como Arábia Saudita, Hong Kong, China e Emirados Árabes Unidos.

Com planos de contingência atualizados e medidas rigorosas coordenadas pela Famato e Indea-MT, Mato Grosso reafirma seu compromisso com a proteção do agronegócio e a manutenção do acesso a mercados exigentes.

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