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Agronegócio

Algodão gera emprego e avanço sustentável em Mato Grosso

Redação BDN
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Foto: No Dia Mundial do Algodão, o presidente da Ampa, Orcival Gouveia Guimarães, detalhou a evolução da cultura no estado, o impacto do El Niño e os desafios econômicos da safra. Foto: João Ricardo.

Ontem, no Dia Mundial do Algodão, Mato Grosso destacou sua liderança na cotonicultura do país, não apenas pela quantidade de produção de fibra, mas pelo desenvolvimento de uma cadeia produtiva ampla que beneficia a economia e a sociedade.

A cultura do algodão vai além do uso têxtil, com aproveitamento total da planta, incluindo o uso do capulho e subprodutos para compostagem e alimentação animal, além da biomassa para fabricação de adubo orgânico.

Segundo o presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), Orcival Gouveia Guimarães, o ponto principal da cotonicultura no estado é o impacto social e a valorização do trabalhador rural. Guimarães destacou o alto padrão de qualidade de vida nos campos e afirmou que a geração de empregos, especialmente de qualidade, é o que mais chama atenção no setor.

Atualmente, Mato Grosso possui cerca de 1,5 milhão de hectares destinados ao cultivo do algodão, com previsão de expansão. No eixo da BR-163, a área de cultivo está em torno de 500 mil hectares, principalmente como segunda safra após a soja.

Os custos de produção por hectare variam entre US$ 2.600 e US$ 3.000, refletindo a dependência de insumos cotados em dólar. O preço do algodão no mercado oscila entre 80 e 82 centavos de dólar por libra-peso, com frequente variação internacional. O capulho é reutilizado em compostagem e na alimentação de bovinos, enquanto a fibrilha e as palhadas são destinadas a usos orgânicos ou industriais.

Além disso, o estado tem investido em infraestrutura, como melhorias na BR-163, para facilitar o transporte da produção e atrair indústrias. Mato Grosso também será sede do Congresso Internacional do Algodão em 2028, um evento que reforça a importância da região para o setor.

Para enfrentar os desafios climáticos trazidos pelo fenômeno El Niño, que causa variações nas temperaturas e irregularidades nas chuvas, os produtores adotaram novas estratégias de plantio. Utilizam cultivares de soja de ciclo precoce para garantir o plantio da segunda safra dentro da janela ideal, aumentando a produtividade e minimizando riscos climáticos.

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