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Mato Grosso Lucas do Rio Verde

Chuvas aumentam risco do Aedes aegypti em Lucas do Rio Verde

Redação BDN
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Foto: Reprodução

Com a chegada do período de chuvas, a cidade de Lucas do Rio Verde enfrenta um alerta importante para a saúde pública devido ao aumento dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya. Cláudia Engelmann, supervisora da Vigilância em Saúde local, destaca que a população deve intensificar a inspeção de quintais e residências para eliminar possíveis focos do mosquito.

Apesar de uma redução de aproximadamente 50% nos casos suspeitos nas últimas semanas, os números ainda preocupam. Neste ano, o município já registrou mais de 1.600 notificações, com uma média semanal de 30 a 35 novos casos, incluindo casos com internações e sintomas graves. A circulação do sorotipo 3 da dengue, pouco presente nos últimos anos, contribui para o aumento da gravidade das doenças, especialmente porque a maioria da população ainda não possui imunidade contra ele.

Além disso, as mudanças climáticas e as altas temperaturas aceleram a proliferação do mosquito, que pode se desenvolver em locais não convencionais, como fossas e áreas com água suja. A atenção especial deve ser dada à limpeza das calhas, pois o acúmulo de folhas e sujeira pode se transformar em um local de difícil visualização com potencial para criação do mosquito. Como os agentes de endemias não conseguem vistoriar todos os locais, a manutenção dessas áreas fica a cargo dos moradores.

Outros fatores que exigem cuidado diário incluem o lixo doméstico descartado incorretamente, lonas e utensílios no quintal que acumulam água, pneus e recipientes sem tampa.

Para os imóveis fechados ou alugados, a Vigilância em Saúde utiliza drones para identificar possíveis focos. Moradores podem colaborar denunciando locais com problemas diretamente na Ouvidoria Municipal ou pelo telefone (65) 3548-2508. Em imóveis alugados, o inquilino é notificado inicialmente, enquanto em imóveis fechados, o proprietário tem até 48 horas para resolver o problema. O não cumprimento pode resultar em multas ou entrada forçada pelas autoridades.

A Prefeitura realiza diversas ações públicas para controlar a doença, incluindo mutirões de limpeza, notificação de terrenos baldios, instalação de ovitrampas para monitoramento do mosquito e uso de larvicidas em pontos estratégicos como borracharias.

Sobre a imunização, a vacina contra a dengue está disponível para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos na rede pública. Cláudia Engelmann ressalta que o combate ao mosquito depende do esforço conjunto da população, que deve permitir o acesso dos agentes de endemias e realizar cuidados dentro de casa.

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