Aliados criticam tática de Flávio Bolsonaro por fala sobre urnas
As recentes declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o sistema eleitoral provocaram críticas dentro da sua própria base política durante a pré-campanha presidencial. Em reunião com diplomatas na terça-feira (21/7), o senador questionou a confiabilidade das urnas eletrônicas.
Apesar dos advogados da campanha tentarem minimizar o impacto das declarações, aliados e líderes partidários consideram que o episódio compromete a estratégia política, dificultando o diálogo com eleitores moderados e a formação de alianças importantes para a disputa eleitoral.
Durante o encontro, Flávio Bolsonaro afirmou que as urnas eletrônicas usadas no Brasil são fabricadas pela mesma empresa venezuelana, Smartmatic, que teria participado de fraudes nas eleições da Venezuela em 2012. Ele baseou seus argumentos em um relatório da Agência Central de Inteligência (CIA), dos Estados Unidos, mas não explicou como isso se relaciona com o sistema brasileiro.
Flávio declarou: “Não vou entrar em mais detalhes, mas muitas dessas máquinas usadas nas eleições brasileiras vêm da mesma empresa”. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já negou em várias ocasiões qualquer relação com a Smartmatic, afirmando que a empresa não fornece urnas nem softwares para as eleições no Brasil.
Além disso, o senador mencionou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi punido de maneira injusta pela Justiça Eleitoral em 2023 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Ele reforçou que não questiona o sistema de votação brasileiro, mas pediu que mais observadores internacionais participem das eleições para garantir maior transparência e segurança.

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