Soja em MT bate recorde de processamento, mas margens ficam apertadas
O segundo semestre de 2026 começou mostrando a força da agroindústria de Mato Grosso. As fábricas de processamento no estado alcançaram um recorde histórico de esmagamento de soja em julho, demonstrando o avanço da industrialização local no mercado internacional.
No entanto, apesar dos números expressivos divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), há um desafio importante nos resultados comerciais. O volume processado e as exportações cresceram, mas a rentabilidade das indústrias sofreu com a defasagem entre o preço da soja em grão e o valor dos derivados.
Recorde na industrialização
Conforme o boletim do Imea, as indústrias de Mato Grosso processaram 1,24 milhão de toneladas de soja em julho. Isso representa uma leve alta de 0,10% sobre junho e um aumento de 5,13% em relação ao mesmo mês de 2025, além de ficar 17,61% acima da média dos últimos cinco anos. Esse resultado é o maior mensal registrado em 2026 para o setor.
Além disso, as exportações estaduais de derivados, como farelo e óleo, chegaram a 819,80 mil toneladas em julho, crescimento de 16,93% em comparação com o ano anterior. De janeiro a julho, o total embarcado somou 5,41 milhões de toneladas, alta de 10,17% no acumulado anual.
Margens mais apertadas
Embora o volume e as vendas externas tenham crescido, o relatório do Imea alerta sobre a pressão nas margens de lucro. A soja em grão valorizou 9,49% em julho, enquanto o farelo subiu apenas 4,46% e o óleo teve aumento de 0,22%. Com o custo da matéria-prima subindo mais que o preço dos produtos finais, a margem bruta caiu 20,52% em relação a junho, ficando em média R$ 435,43 por tonelada.
Desafios da agroindústria
Este cenário mostra a força do setor mato-grossense para produzir em grandes volumes e ampliar mercados, mas também destaca a necessidade de cuidado com os custos e a volatilidade dos preços globais para proteger a rentabilidade das fábricas nos próximos meses.

Deixe seu comentário