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Agronegócio

Aromas Sintéticos Atraem Morcegos Que Dispersam Sementes

Redação BDN
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Foto: Reprodução

Aromas Sintéticos Atraem Morcegos Que Dispersam Sementes

A pesquisa realizada por cientistas da Embrapa Florestas (PR), do Instituto Federal do Paraná (IFPR) e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) revelou que morcegos dispersores de sementes são atraídos por aromas sintéticos. Essa descoberta pode tornar a restauração de áreas degradadas mais acessível e prática.

Os pesquisadores Gledson Bianconi (IFPR), Lays Cherobim (PUC-PR) e Sandra Mikich (Embrapa Florestas) investigaram compostos de óleos essenciais naturais e sintéticos que atraem morcegos dos gêneros Artibeus, Carollia e Sturnira. Estes animais ajudam no plantio natural ao dispersar sementes por meio das fezes, colaborando com a recuperação florestal.

Segundo Sandra Mikich, os compostos artificiais testados nos últimos seis anos mostraram efeito atrativo semelhante ao dos óleos naturais, além de reduzir a necessidade da coleta de frutos na natureza, o que traz benefícios ambientais imediatos. Conforme Lays Cherobim, a técnica com substâncias sintéticas representa uma alternativa mais econômica e simples em comparação ao plantio tradicional de mudas, que demanda tempo e recursos.

O método tem potencial para ser aplicado em diversas regiões tropicais e subtropicais, integrando simplicidade, baixo custo e eficácia ecológica. A técnica permite estimular processos naturais de dispersão, enriquecendo a biodiversidade e auxiliando na recuperação de ecossistemas, especialmente na Mata Atlântica, que está fortemente degradada.

Os dispositivos utilizados para aplicar os aromas são feitos de septos de borracha de látex, que liberam os odores gradativamente por até 25 dias, facilitando a atração dos morcegos para áreas em recuperação. Sandra Mikich destaca que essa estratégia aumenta a presença dos morcegos, o que eleva a chance de queda de sementes no solo e promove o reflorestamento natural.

Para o futuro, a equipe pretende identificar novos compostos atrativos, avaliar os impactos da técnica a longo prazo e desenvolver métodos de monitoramento noturno, usando câmeras infravermelhas. A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, em especial o consumo responsável e a conservação da vida terrestre.

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